DevSecOps

SAST, SCA e secrets scanning: o que cada um pega

SECVOLT4 min de leitura

Este artigo faz parte do guia completo de DevSecOps.

SCA: dependências

A análise de composição de software (SCA) verifica as bibliotecas e dependências do projeto em busca de vulnerabilidades conhecidas. Boa parte do código de um produto moderno vem de terceiros — e é aí que entram muitos riscos.

O SCA responde: usamos alguma versão com falha conhecida? Quão crítica é? Há correção disponível?

SAST: o código

A análise estática (SAST) examina o código-fonte em busca de padrões inseguros, sem executar a aplicação. Ela pega problemas como injeções, uso incorreto de funções e fluxos de dados perigosos.

Como lê o código, o SAST tende a gerar mais falsos positivos — por isso precisa de calibração para não virar ruído ignorado.

Secrets scanning: credenciais

O secrets scanning procura chaves, senhas e tokens que possam ter sido commitados por engano. É barato de rodar e de altíssimo impacto: um segredo exposto pode dar acesso direto a sistemas.

Além de detectar, é preciso ter um processo para revogar e rotacionar o segredo — detectar sem agir não resolve.

  • Alto impacto e baixo esforço de adoção.
  • Deve rodar cedo (pre-commit e no pipeline).
  • Exige processo de revogação/rotação.

Por que combinar as três

Cada verificação cobre uma classe de risco. SCA protege as dependências, SAST protege o código escrito pelo time e secrets scanning protege as credenciais. Combinadas, reduzem muito o que chega à produção — e nenhuma substitui as outras.

Perguntas frequentes

SAST substitui o SCA?

Não. São complementares: o SAST analisa o seu código; o SCA analisa as dependências de terceiros.

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